Provavelmente você já ouviu falar do Free Pascal. Acho que nunca comentei sobre ele aqui. É um compilador Pascal open source que suporta várias plataformas. Intel x86, Amd64/x86_64, PowerPC, Sparc. Linux, FreeBSD, Mac OS, DOS, Win32, OS/2, Netware e MorphOS. Impressionante, não?
Eu já tinha ouvido falar muito em FPC, mas nunca me interessei de verdade. Porém, aos poucos isso foi mudando:
- Vi uma palestra sobre ele na Firebird Conference em Praga ano passado.
- A RemObjects anunciou que as novas versões do SDK e do DataAbstract suportarão oficialmente FPC no lugar do abandonado Kylix.
- Simon Kissel, autor do CrossKylix, disse que vai investir pesado no projeto CrossFPC (colocando desenvolvedores dedicados), que nos permitirá compilar projetos FPC usando a IDE do Delphi.
- Jazz suporta FPC.
- A nova versão 2.1.4 do FPC já suporta generics! (não testei, mas vi no release notes)
Essas novidades geraram até uma boa discussão no news da CodeGear. Alguém sugeriu que a CodeGear deixasse o compilador Delphi de lado e usasse o FPC, focando apenas na IDE. Pra mim até que faz algum sentido. Atualmente a CodeGear tem IDE para Delphi, C++, C#, Java, PHP e muito breve Ruby. De todos esses, eles só mantêm o compilador para Delphi e C++, os outros compiladores são gratuitos.
O Free Pascal tem sua própria IDE open source, o Lazarus, mas ainda é muito inferior ao Delphi. Por isso acho que vale a pena ficar atento no projeto CrossFPC do Simon Kissel. Me parece que ele esta muito motivado a levar o Free Pascal para frente dentro do Delphi, e pretende investir de verdade.
Com o suporte da RemObjects ao FPC, escrever servidores de aplicação que rodam em Linux voltou a se tornar uma realidade viável. Pretendo iniciar testes em breve.
Nunca gostei de desenvolvimento web. Acho muito chato e pouco produtivo. Ficar gerenciando as sessões, estado e ciclo de vida das páginas é muito mala. Além de tudo, sou péssimo em conseguir montar uma página visualmente bonita.
Quando comecei a estudar Ruby on Rails, percebi que grande parte dessa chatice tinha sido resolvida pela abordagem MVC e outras “convenções” do framework.
O MonoRail é um framework MVC para ASP.NET, inspirado no framework original para Ruby. Ainda não fiz testes, mas parece bem interessante. Ele faz parte do Castle Project, que tem o objetivo de facilitar o desenvolvimento de aplicativos. Vale a pena dar uma olhada.
Update: Para minha surpresa, acabo de descobrir que o fundador do Castle Project é um brasileiro! Hamilton Verissimo de Oliveira, além de alguns outros brasileiros também fazerem parte do time. Show de bola!
O WAMP Server é indispensável pra mim. Você baixa ele em um único instalador que inclui Apache, MySQL (incluindo PHPMyAdmin) e PHP. Tudo previamente configurado para funcionar integrado sem dores de cabeça.
Após instalado, ele cria um ícone na barra de tarefas permitindo a você iniciar e parar todos os serviços um poucos cliques. Veja a apresentação no site deles para entender do que estou falando.
Eu programo muito pouco em PHP, e quando preciso, quero algo prático para colocar a “infra-estrutura” no ar. WAMP é a resposta para isso.
Fique atento apenas para desativar o web server do IIS se quiser rodar o Apache na porta 80, que é o default dele.
Pra quem gosta de tudo open source, está disponível a versão 2.0 do SharpDevelop, uma IDE open source, muito parecida com o Visual Studio. Aqui tem um tour e aqui uma comparação dele com o VS Express Edition.
Vi no OSNews, que estão querendo desenvolver um clone do PalmOS 5 open source, para dar continuidade ao sistema. Eu trabalho bastante com PalmOS, mas não sei bem se a idéia vai dar certo, ou se alguém realmente precisa disso. Digo isso porque a Access, dona do PalmOS, prometeu que sua nova plataforma, ALP, vai suportar os aplicativos desenvolvidos para PalmOS, então não vejo porque as pessoas usariam essa versão open source do sistema.
De qualquer forma, admiro a iniciativa, e desejo sorte aos empreendedores!
A Info publicou um estudo da FGV que mostra que o VB tem mais do que o dobro do mercado do Delphi nas empresas pesquisadas. A Microsoft também aparece liderando em servidores (64% contra 16% do Linux) e em banco de dados se somarmos os usuários de SQL Server e Access (33% contra 32% da Oracle).
O estudo ouviu 4 mil empresas privadas de pequeno a grade porte. Os números não são surpresa para ninguém acredito, mas é sempre interessante ver esse tipo de estudo.
Se o Linux não se populariza no desktop devido a maioria dos aplicativos que as pessoas querem usar serem para Windows, talvez um clone do Windows, com completa compatibilidade binária resolva isso.
Se o pessoal do ReactOS entregar o que está prometendo, pode ser uma opção interessante para quem busca reduzir custos com sistema operacional.
A câmara dos deputados comprou nada menos que 7.587 licenças do Microsoft Office para substituir o OpenOffice. Ganharam um bom desconto. O preço que era de R$ 11 milhões ficou por R$ 6 milhões. Só imagino a agitação que isso vai causar na comunidade de software livre.
Da Info Online.
Vocês já perceberam como vários concorrentes da Microsoft acabam se enveredando no Open Source para tentar se manter no mercado?
No início a Novell dominava totalmente o mercado de redes. Após quase ser exterminada pela Microsoft, se voltou para o mercado Open Source comprando a Ximian e a SuSe. Esta agora investindo muito no Mono.
A PalmSource, responsável pelo sistema PalmOS, que sempre dominou o mercado de PDAs, comprou um grande empresa chinesa de software para Linux e já anunciou que vai transformar o PalmOS em um tipo de framework rodando sobre Linux.
A Borland, que sempre teve as melhores IDEs, está aderindo ao Eclipse, provavelmente a IDE Open Source mais conhecida. O que será que ela pretende com isso?
Esses são apenas três exemplos que me vêm a cabeça, mas certamente existem outros.
Acabo de receber um e-mail da Conectiva anunciando várias vagas. Uma delas me chamou atenção. Para gerenciador de projetos, precisa ter conhecimento em MS Project. Hehe..
A Mandrakesoft, empresa responsável pela distribuição Mandrake Linux, anunciou hoje a compra da brasileira Conectiva por US$ 2,3 milhões.
Na minha opinião é uma notícia interessante para o mercado Linux brasileiro, que vai se fortalecer com uma marca muito mais importante presente localmente.
O SuperWaba é uma plataforma de desenvolvimento de aplicativos para portáteis (PDAs, smartphones) criado pelo brasileiro Guilherme Campos Hazan. É um projeto open source com particularidades no esquema de licenciamento para desenvolver aplicativos fechados.
Usa linguagem Java, mas com uma série de vantagens sobre o J2ME, portanto, se você pretende utilizar Java para desenvolver para portáteis, talvez seja interessante conhecer o SuperWaba. A novidade desta nova versão é o suporte ao sistema operacional Symbian OS 7, que roda em aparelhos celulares Nokia, entre outros.
Nós desenvolvemos software para portáteis na Cadena, e aqui nossa opção sempre foi utilizar ferramentas que geram código nativo para cada plataforma, pois a performance e flexibilidade que isso nos proporciona é imbatível. Além disso, a maior parte de nossos projetos não precisa rodar em mais de uma plataforma.
Em vários momentos testamos opções multi-plataformas como J2ME, mas o resultado sempre foi sofrível tanto em performance como em interface com o usuário, comparado a ferramentas como PocketStudio. O PocketStudio é muito parecido com Delphi, além de usar linguagem Pascal. Você joga os componentes na tela, posiciona da forma que quiser e insere o código. Em ferramentas como J2ME para construir uma interface decente é muito difícil. Porém, uma desvantagem do PocketStudio é não ser orientado objetos, então ficamos presos a programação totalmente procedural, o que é um parto.
Ainda não testamos o SuperWaba, mas faz um bom tempo que ele está no mercado, e aparentemente tem melhorado continuamente. Mas no final das contas todos temos que pesar os prós e contras de cada ferramenta e decidir a que nos atende melhor.
Conforme este post de Ben Goodger, engenheiro lider da equipe que desenvolve o Firefox, ele agora é pago pela Google, Inc.
Hehe.. eu já disse, o Google é a próxima Microsoft.
Carlos Cantu me indicou este interessante artigo: The Lifecycle of Software Technology. Uma leitura interessante que explica, sob a visão do autor, o ciclo de vida que envolve a tecnologia de sofware.
Basicamente ele defende que conforme uma tecnologia (servidor web, sistema operacional) vai se “esfriando”, a tendência é que o software livre domine por várias razões, principalmente pelo desinteresse comercial em investir nestas tecnologias que não estão mais no auge. Ele cita exemplos de servidores web (Apache e Microsoft IIS), mas isso também aconteceu com browsers. Depois do desinteresse total da MS pelo IE, o Firefox lentamente veio sendo desenvolvido e de repente abocanhou uma imensa fatia do mercado.
Ele critica os defensores ávidos de ambos os lados (software comercial e open source) e explica detalhadamente seus pontos. Uma parte interessante:
Microsoft continues its predictable course, fighting FOSS every inch of the way. In many ways, it’s too late for them. Even if they suddenly understood the inevitability of FOSS dominance, and of Microsoft’s fading importance as an operating-system provider, their behavior has been such that the FOSS community would not welcome their participation. Microsoft’s Windows operating system will be important for a long time to come, but it will slowly but surely succumb to the inevitable success of Linux.
Será? Só o tempo vai dizer…
Finalmente a tão comentada propaganda do Firefox saiu no New York Times dia 16/12. Veja a reprodução: imagem pequena e grande. No lado esquerdo, os nomes dos mais de 10.000 doadores que ajudaram a pagar o anúncio.
Eu não ajudei. Uso o Firefox há muito tempo, desde que ele se chamava Phoenix, depois passou para Firebird (igual ao banco de dados) e então Firefox. Fico feliz que ele esteja crescendo tanto.
Finalmente depois de muita espera, está disponível o Firefox 1.0! Você ainda não usa??
Não, não estou pensando em desfilar na Sapucaí no Carnaval.. Haha..
Preciso de um profissional expert em Samba no Linux para prestar alguma consultoria remota para nossa empresa. Se você faz esse tipo de serviço ou tem alguém para indicar, entre em contato.
O Firefox definitivamente está explodindo em popularidade. Está praticamente em todas as mídias especializadas, seu número de downloads já passou da casa do milhão há muito tempo e agora as últimas versões já estão disponíveis em português, com um belo site.
Acabei de receber a newsletter do Firebase: “O report do 1º Firebird Developers Day acaba de entrar no ar! Confira as fotos do evento e um resumo de tudo que aconteceu.“