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Rádio digital já chegou de verdade

Esse post não tem nada a ver com desenvolvimento, mas de certa forma acaba sendo de interesse geral, afinal, quem aqui não ouve rádio, mesmo que de vez em quando?

Para quem não sabe, um dos focos da minha empresa é o fornecimento de soluções em software para emissoras de rádio e TV. Por esse motivo, acompanho muito de perto as mudanças deste meio. Principalmente do rádio, onde está a maior parte dos meus clientes.

Na segunda-feira, tive o prazer de ajudar a colocar no ar um dos primeiros transmissores digitais de rádio FM do Brasil. Foi aqui em Americana, da rádio Vox 90, um dos meus clientes mais antigos e que sempre gostou de ser pioneiro em novas tecnologias.

O interessante é que praticamente ninguém tem receptor de rádio digital ainda, então apenas alguns felizardos já podem apreciar o som de melhor qualidade. Mas isso não tem tanta importância, porque não poderia ser muito diferente durante uma troca de tecnologia. Quando as primeiras redes de celulares digitais entraram no ar, poucos tinha celulares digitais.

A beleza do fato é que o rádio passa por uma grande transformação. O transmissor que instalamos é gerenciado por um Pentium 4 rodando Linux Mandrake (sim, ainda aparece Mandrake no boot). Ele tem um gabinete todo especial, não é uma máquina comum, tem um monitor LCD de umas 7 polegadas touch screen embutido no gabinete, e pode ser operado remotamente pela Internet.

A tecnologia adotada para o rádio digital brasileiro se chama HD Rádio, e para que você possa ouvir uma rádio neste formato você precisa de um receptor compatível com HD Rádio, o que ainda é uma raridade.

O benefício inicial desta tecnologia é um som bem mais limpo, sem interferências, além das rádios também já poderem enviar o nome da música/artista que está sendo executada, ou o telefone da loja que está veiculando um comercial por exemplo.

Já está previsto a evolução gradual do HD Rádio, entre os novos recursos, será permitindo mais de um canal na mesma frequência, de forma que sua rádio preferida possa transmitir programações para publicos diferenciados em uma única frequência. E o mais interessante é que grande parte da atualização dos novos recursos, será feita como nós, desenvolvedores, já estamos acostumados. Bastará inserir um CD no leitor do transmissor e atualizar o software que roda nele.

Update: Sim, eu sei que já era possível transmitir texto pelo rádio usando o RDS. Mas o RDS é uma tecnologia muito inferior e com muito menos recursos e que praticamente nunca se popularizou.

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  1. wagner da silva azevedo
    October 23rd, 2007 at 18:20 | #1

    BELEZA ERICK você sabe onde eu poderia comprar esse equipamento da radio digital?
    voce falou que montou o sistema em Americana, mas eu moro em Macaé RJ, mas mesmo assim é possivel receber o sinal digital?
    Obrigado

  2. October 23rd, 2007 at 23:23 | #2

    O equipamento já está disponível em algumas lojas de som automotivo.

    Não, você só consegue receber o sinal estando na área de cobertura da emissora.

  3. July 22nd, 2008 at 14:07 | #3

    Olá boa tarde tenho altofalantes em um terminal de onibus, onde funcionava uma rádio terminal…só que está desativada á 3 anos e estou pensando em ativa-la, para isso preciso de um programa de computador para poder funcionar com programações diversas..sem locutor..seria de uma forma pratica, gravando os comerciais e textos em geral por isso preciso de um softwear.
    Tenho um cabo em um prédio visinho onde estão ligadas algumas caixas de som…por issso preciso também deum gerador ou transformador de energia…..ligado ao computador.

  4. jackson
    November 21st, 2008 at 21:18 | #4

    oi, eu tenho um som modulado antigo, para sintonizar uma radio ele usa um tuner, pois ele é um anplificador, mas com a radio digital o que vai acontecer com o tuner, ele não servirá mais para nada ou terá que adaptar algo nele, ou terá no mercado um novo tipo de tuner, no caso digital que pode ser ligado ao amplificador ou a entrada auxiliar de qualquer aparelho de som?

  5. João Eduardo
    December 31st, 2008 at 12:42 | #5

    Erick, vc viu isto?

    Hélio Costa abandona projeto de rádio digital
    A mudança de posição foi radical. Depois de ter defendido abertamente durante quase três anos e meio o padrão de rádio digital norte-americano (Iboc ou HD), apresentando-o como o único aceitável para o Brasil, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, acaba de retirar seu apoio àquela tecnologia, também preferida pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). O ministro reconhece agora o que todos os técnicos independentes vinham afirmando desde 2006: em todo o mundo, a tecnologia de rádio digital ainda tem muitos problemas que não permitem sua adoção no Brasil.
    O recuo de Hélio Costa, embora tardio, é um fato positivo, pois seria muito pior se o Brasil adotasse o padrão de rádio digital Iboc. O maior prejuízo seria, sem dúvida, para as 5 mil emissoras de rádio brasileiras, que seriam levadas a investir numa tecnologia que ainda funciona precariamente. O que mais estranhou os observadores nesse episódio foi a posição da Abert, ao defender apaixonadamente o padrão norte-americano, mesmo diante da comprovação de seus problemas.
    MARCHA A RÉ
    Hélio Costa anunciou sua nova posição no domingo passado, em artigo no jornal O Estado de Minas (leia-o no site Caros Ouvintes, http://www.carosouvintes.org.br/blog/?p=2111), em resposta à jornalista e professora Nair Prata, que havia cobrado do ministro, no início de dezembro, o cumprimento de suas promessas quanto ao rádio digital. Entre as diversas opiniões citadas no artigo de Hélio Costa, uma das mais convincentes foi a de Sarah McBride, editora de tecnologia do Wall Street Journal (http://online.wsj.com/article/SB122575904804195337.html).
    Na realidade, o jornal norte-americano apenas confirmou a conclusão já conhecida havia muito tempo: depois de quase 5 anos de introdução nos Estados Unidos, a nova tecnologia digital não conta hoje sequer com 10% da adesão das emissoras. Para se ter idéia da baixa penetração do rádio digital nos Estados Unidos, basta lembrar que, do lado dos ouvintes, mesmo com preços subsidiados, apenas 0,15% da população norte-americana adquiriu seu receptor digital.
    PROBLEMAS
    Uma das características do padrão conhecido pelo nome de In Band on Channel (Iboc) ou HD Radio, criado pela empresa Ibiquity, é utilizar o mesmo canal de freqüência para transmitir um único programa, simultaneamente, tanto no modo analógico quanto no digital. A idéia é excelente, mas, até agora, o sistema não tem funcionado de forma satisfatória.
    Nas transmissões em FM e AM, o padrão Iboc apresenta, entre outros, o problema do atraso (delay) de 8 segundos do sinal digital, em relação ao analógico. Como o alcance do sinal digital é menor do que o analógico, nos limites de sua propagação, a sintonia oscila entre um e outro, com grande desconforto para o ouvinte.
    Embora possa pareça ser a grande saída, a idéia de usar o mesmo canal para transmissões analógicas e digitais, adotada pela empresa Ibiquity, não tem tido sucesso na prática. O fato indiscutível é que essa tecnologia ainda não está madura e apresenta diversos problemas sérios, como a impossibilidade de se utilizarem receptores portáteis – pois o consumo de energia é tão elevado que as baterias se descarregam em poucas horas.
    Na Europa, outras tecnologias têm sido propostas em faixas de freqüências exclusivas para o rádio digital, o que, no entanto, obrigaria à troca de todos os receptores. Conclusão: ainda temos que esperar que o mundo desenvolva uma solução melhor para a digitalização do rádio.
    ANÚNCIOS PRECOCES
    O ministro Hélio Costa, desde que tomou posse no Ministério das Comunicações, em julho de 2005, tem anunciado numerosos projetos puramente imaginários que nunca se concretizam ou que se revelam inviáveis. Na abertura do evento internacional Américas Telecom, em outubro de 2005, em Salvador (Bahia), ele anunciou que o Brasil já vivia “a era do rádio digital” (quando apenas algumas emissoras iniciavam os primeiros testes com o padrão norte-americano HD Radio ou Iboc). Na mesma ocasião, anunciou ao auditório que a Grande São Paulo veria as imagens da Copa do Mundo de 2006 com imagens da TV digital, que só entrou no ar em 2 dezembro de 2007. Entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2005, afirmou categoricamente que o Ministério das Comunicações iria investir não apenas o montante de R$ 600 milhões anuais dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), bem como o saldo acumulado então superior a R$ 4 bilhões. Até hoje o Brasil não utilizou praticamente nada do Fust. No ano de 2006, o ministro garantiu que o Japão havia concordado em instalar uma indústria de semicondutores (circuitos microeletrônicos) no Brasil, em contrapartida à escolha do padrão de TV digital nipo-brasileiro. Na verdade, o Japão jamais prometeu essa fábrica.
    No caso do rádio digital Iboc, o ministro Hélio Costa chegou a sugerir que a indústria brasileira se associasse com a norte-americana Ibiquity, para produzir equipamentos no Brasil, com eventual apoio do BNDES.

  6. January 2nd, 2009 at 08:14 | #6

    Vi sim, e espero que o ministro saiba o que está fazendo, pois se o padrão escolhido for diferente do previamente apoiado, muitas empresas que investiram nisso vão perder dinheiro.

  7. Edilson
    January 6th, 2009 at 08:24 | #7

    bom dia,Erik sase, onde compro o radio digital, moro 250 km de bh, gostaria de saber se a radio itatiaia pega nesse radio digital

  8. January 6th, 2009 at 10:59 | #8

    Hedylson, não sei onde pode comprar.

  9. Gabriel Costa
    January 25th, 2009 at 17:53 | #9

    Erick,
    Você sabe quais emissoras estão transmitindo em HD FM na Grande Sao paulo? Só consigo sintonizar 90.5 96.9 e 97,7.
    Abraços!

  10. January 26th, 2009 at 08:53 | #10

    Gabriel, não tenho essa informação. Acredito que agora com a desistência pelo atual padrão, a quantidade de rádios deve diminuir e provavelmente acabar em algum tempo.