Você acha que o projeto que está correndo no governo sobre a regulamentação da profissão de Analista de Sistemas e correlatas é uma boa?
Eu, mesmo sendo formado na área, acho algo totalmente desnecessário e concordo com tudo que o Roberto Teixeira escreveu em seu blog.
Principalmente na nossa área, acho que o diploma significa muito pouco. Quando estou procurando um profissional é o fator que menos pesa na minha decisão, pois eu sei que as principais características e habilidades para um bom profissional de desenvolvimento não são ensinadas em nenhuma faculdade.
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15 Comments
Sim, concordo tambem que tem muito profissional sem diploma que é beem melhor do que diplomado, mas se com a regulamentação vier as penalidades, pq hoje em dia qualquer um se mete a programador. analista, tecnico, homem (ou mulher) da informatica sem saber e quando nao dá certo sai correndo. Com regulamentação esses “profissionais” vão ficar marcados e não exercerão mais a profissão deste modo, as empresas contratantes poderão avaliar o contratado pela sua capacidade (ou falta de) e não somente pelo valor do salario.
Mas o diploma não garante que o profissional não vai sair correndo quando algo não der certo. As responsabilidades devem ser garantidas em contrato e para isso não é necessário diploma.
Vai virar chat rs, mas logico, concordo com voce sobre o diploma, por isso que a regulamentação nao tem que contar somente com ele, criação de uma entidade de registro, tipo CRC mas que nao arrecade somente dinheiro e sim exerça alguma função, como por exemplo classificar os profissionais. Corretores tambem tem sua regulamentação e nao precisam de diploma, somente ser registrado no orgão regulamentador mediante alguns prerequisitos, se funciona ou se o de TI irá funcionar, ja são outros 500, porém um passo precisa ser dado.
Eu acho q essa questão é muito complicada, o mercado esta crescendo, e o mercado exige muito mais dos profissionais q a 10 anos atras, mas acho q esse tipo de lei não funciona por 2 motivos:
1 – o brasil tem poucas instituições de ensino e professores preparados para formar profissionais.
2 – TUDO no brasil se resume a sindicalistas e presidentes de concelhos ganhando em cima do trabalho dos outros.
Como se não bastasse esses aburdos de PAF-ECF, NF-e e tantas outras coisas que tomam nosso tempo e não nos trazem nenhum benefício real. Não sou formado, ja atuo no mercado a 10 anos, tendo começado na programação entre 96 e 97, nunca achei que faculdade fosse sinonimo de competência e responsabilidade e ainda nao acho e no fim se pararmos pra pensar bem, quando o governo faz alguma coisa pra regulamentar nossa area, estranhamente isso sempre benificia as grandes empresas e ferra as pequenas.
Basta ver o que o resto do mundo pensa a respeito de regulamentação na área de TI para ver o tamanho da besteira que é algo assim.
O artigo do blog abaixo mostra um pouco disso.
http://blog.fragmental.com.br/2008/03/21/ainda-bem-que-estou-aqui/
Como se não bastasse o estupido aumento de burocracia, e consequentes custos, precisamos acordar para uma realidade: estamos no Brasil, o país dos Gersons. Ou alguém acredita que não haverá corrupção a rodo em entidades como essa que se propõe?
Concordo que diploma e so uma formalidade, pois a faculdade apenas da o caminho, mesmo o individuo sendo formado não é garantia de compromisso com o q faz, nem mesmo de conhecimento. Eu pessoalmente sou proprietario de uma Software House, e tenho gente q trab comigo, formado e sem formação, e incrivelmente os não formados se sobressaem….
Realmente, o diploma não garante que o profissional de TI seja um bom profissional, assim como tantas outras áreas, como contabilidade, direito, medicina, odontologia, etc…
O mínimo que o diploma e um conselho que regulamente a profissão ajuda é atestando que o profissional profissional torna-se responsável pelo trabalho desenvolvido. Concordo que entre dois profissionais, um com diploma e outro sem, vou contratar o profissional que tiver um currículo mais rico em projetos, de sucesso, de preferência.
Mas hoje, como já citaram, qualquer Zé Mané que fez um cursinho de programação de 80 h/a diz que sabe desenvolver software e justamente pelo fato da grande maioria das pessoas não ter a menor noção do que difere um bom profissional de um mau que este mercado está prostituído.
Ou vocês acham normal num mercado como São Paulo, acharem normal pagar 1.500,00 para um analista de sistemas? Hoje em dia acham que qualquer um desenvolve sistemas. “Ahhh, mas aquele rapazinho é tão espertinho, ele sabe fazer isto sim… Ele faz o seu sisteminha ai pro seu açougue.” Concordo que nesse tipo de trabalho qualquer “garoto espertinho” da conta do recado.
Agora em um projeto que vale 10 milhões de reais envolvendo um grupo global de empresas, que exige uma aplicação escalável, bem definida, orientada a processos, etc, etc, etc… Quem deixaria este projeto na mão de um “garoto espertinho” de 15 anos que aprendeu a fazer SELECT * FROM TABELA e pensa que é o Bill Gates… hahahaha
A regulamentação não resolve todos os problemas, mas acredito que ela pelo menos vai servir para valorizar os profissionais que estudam de verdade e vivem no mercado.
Grandes projetos, precisam de gente com experiência comprovada, inclusive formação acadêmica em uma boa faculdade. Não um cursinho de 80 horas ou uma faculdade de ciências da computação numa “UNIGEISE” da vida.
Carlos, contratos garantem responsabilidades em um projeto, não diplomas ou associações. Da mesma forma, grandes projetos não ficam na mão de quem não tem noção do que difere um bom profissional do mau. E grandes projetos também não ficam na mão de garotos espertinhos. Profissionais que estudam de verdade e vivem no mercado serão sempre valorizados como já são hoje, com ou sem diploma.
Concordo 100% Erick
Eu sou a favor da regulamentação! Não vou colocar meus pontos aqui, mas deixo apenas uma pergunta, você aceitaria ser aendido por um médico sem CRM? ou por um advogado que não tenha registro na OAB? ou morar em um prédio feito por um engenheiro sem registro?
@Farmy
Quais garantias de indenização/reparação você dará para o cliente caso o software que você desenvolva falhe ? Talvez o tradicional EULA, que garante que não garantimos nada, que o software é como é, …
Hoje temos inmetro que atesta qualidade de várias coisas (incluindo materiais para engenharia) e ministério da saúde (para medicamentos).
Qual seria o órgão que atesta a qualidade de equipamentos de informática, de softwares de base (sistema operacional, antivírus, etc.), da energia elétrica, do sistema de telefonia, … para dar algum respaldo ao pessoal de TI ? (ou quando der pau no sistema, você joga a culpa na memória ram, no sistema operacional, no fabricante do compilador, no usuário que não esta regulamentado…)
A regulamentação de TI vai realmente assegurar direitos e deveres ou só será mais uma taxinha a pagar (e que o mercado selecione os bons profissionais naturalmente – o que já acontece com médicos, engenheiros, advogados – ninguém procura estes profissionais por causa de um registro, mas sim pelo histórico da clientela).
Haverá uma prova para assegurar que o profissional regulamentado esta apto a exercer a profissão (questiono aqui a qualidade do candidato e das entidades de ensino) ?
Meu primeiro PC (se é que eu posso chamá-lo disso…) foi um cp-200 em 1980. em 1987 comecei com Cobol e nunca mais parei. Já fui até gerente do setor de tecnologia do Banco do Brasil de 1995 a 1998, atualmente trabalho como autonomo desenvolvendo sistemas com Delphi e Firebird e, nunca frequentei uma faculdade. Será que vou ter que fazer uma nessa altura do campeonato só prá atestar meus trabalhos?
Se esses políticos entendessem alguma coisa do setor pediriam, ao invés de diploma universitário, certificação das empresas que liberam o produto como Microsoft ou Embarcadero, Sun entre outras. Aí sim a lei seria benéfica, pois a empresa que certifica o profissional reconhece seu conhecimento, ao menos teórico, da ferramenta.
Não creio que precisamos de regulamentação. Temos a auto-regulamentação, onde a experiência e as diversas certificações que fazemos no decorrer da vida profissional nos garantem a “dar garantias”, e cumprir prazos com seriedade e honestidade. Haverá sempre os medíocres sem o compromisso com a qualidade e pouco domínio na função, porém serão naturalmente expurgados pelo sistema, o qual é seletivo em extremo.
Concordo com a regulamentaçao, ou no minimo uma separaçao de quem sabe mais ou menos de quem sabe muito, atraves de um exame. Todo profissional na area de TI teria q fazer um exame pra poder exercer, mas um exame contendo tudo, igual a prova da policia federal pra perito em TI. E É NECESSARIO QUE SE TENHA UM PISO SALARIAL DE NO MINIMO 3 MIL REAIS POR 40H SEMANAIS. NOSSA PROFISSAO ESTA SENDO CADA DIA DESVALORIZADA E EXPLORADA PELAS EMPRESAS E O SALARIO SÓ CAINDO.
INDIGNAÇAO TOTAL POR CONTA DISSO. O fato de nao haver regulamentaçao tb faz com que freia a evoluçao da TI no país, ja q desestimula o profissional a ter uma graduaçao e consequentemente ele nao poderá ter um mestrado ou doutorado q é o cara q desenvolve pesquisas na area, q produz conhecimento, se nao ha profissionais doutores entao as pesquisas e consequentemente a TI está estagnada.
Nao é ncessario tirar o direito de quem nao tem diploma trabalhar, porem deve se estimular (eu nao to falando “obrigar”) esse profissional a fazer uma graduaçao.